27 de março de 2016

Leituras: A Elite, Kiera Cass


Título: A Elite
Autor: Kiera Cass
Editora: Lido Online
Nº de páginas: 174
Sinopse: “A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. 
Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.” –  Wook

Opinião: Resumo do livro pelo meu ponto de vista:
Imaginem isto dito pela querida, altruísta e revolucionária e a única cinco ainda em competição… América Singer!
“Ó não, eu amo o Aspen!” Encontra-se com o príncipe depois de um aviso pelo gesto secreto…. “Ó meu Deus… eu amo o Maxon!” Uns encontros nos corredores com o guarda Aspen, uma viagem de última hora do príncipe… “Eu amo o Aspen… ó espera, eu estou aqui pelo Maxon, mas… eu amo os dois.” Chora baba e ranho, faz uns comentários televisivos revoltantes para o rei, porque a America Singer é a única candidata à princesa com opinião pessoal e capaz de entender o mundo porque é uma cinco, o raio de uma cinco, embora já não seja cinco, mas sim três, foge de um ataque rebelde, como sempre, muito mal descrito, sobrevive para contar história e depara-se novamente com o seu grande dilema de vida: “Eu amo o Aspen, mas também amo o Maxon” e conclui, finalmente, que deve esforçar-se para amar o seu querido príncipe, com quem toda a gente sabe que ela vai ficar no final. Simplesmente não sabem a quantidade de páginas inúteis que terão de ler pelo meio para chegar a um final óbvio e aborrecido.
Ponto positivo do livro: é curto e a escrita continua simples… e não tem como piorar.

25 de março de 2016

Leituras: A Selecção, Keira Cass


Título: A Selecção
Autor: Kiera Cass
Editora: Lido Online
Nº de páginas: 180
Sinopse: “Para trinta e cinco raparigas, A Selecção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon. No entanto, para America Singer, ser seleccionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou. 
35 candidatas. Apenas uma coroa.” – Wook

Opinião: Bom, muito honestamente falando, acho que as pessoas deveriam ler este livro. A sério. Uma coisa tão mal escrita deve ser lida, para que erros semelhantes a estes não se repitam.
Eu achava que já tinha lido coisas más, todavia, “A Selecção”, foi, sem qualquer dúvida, a pior coisa que li nestes últimos tempos. Tão mau, que pondero dar mais uma estrela a todas as obras que avaliei com uma ou duas.
A ideia da história é engraçada: trinta e cinco raparigas que têm de “lutar” por um príncipe e uma coroa. Fantástico! Quando comecei a ler isto pensava que seriam os Hunger Games dentro de um castelo. Só que não. Nem um estalo se pode dar a alguém sem que se seja mandado para casa.
America Singer – que sim, é uma cantora – é uma cinco, ou seja, faz parte da casta dos artistas e ela encontra-se apaixonada por um seis, Aspen, que faz parte dos seis – a casta dos empregados de limpeza e coisas do género. – Ok. Eu aceito o sistema de castas. Porque não? Dêem-me um amor (quase) impossível, corações partidos e revoltas internas. Nem a isso tive direito. Os dois separam-se, ela vai para a Selecção e a partir daí a escritora inicia uma narrativa simples, mas chata das “Frustrações de América Singer” – título alternativo que, a meu ver, resume muito bem a história.
As personagens não têm grande personalidade, com a excepção de Celeste, cujo papel é ser a má da fita. Os diálogos são entediantes, especialmente entre America e Maxon ou America e Aspen, porque não contribuem, de maneira alguma, com o avanço da narrativa. As descrições são muito curtas e mal feitas. Durante os ataques rebeldes, por exemplo, nunca se sabe o que é que se está a passar, apenas que se ouvem tiros, que coisas explodem e que as pessoas fogem. Além disso, a única concorrente que parece fazer algo diferente é a nossa querida personagem principal, America, as outras simplesmente tentam imitá-la, pois a nossa cinco torna-se a favorita do príncipe Maxon. Coisa estupidamente óbvia que, infelizmente, nem verdadeiros atritos tem para poder considerar a paixão dos dois realmente complicada.
Eu confesso que esperava por algo bom. Com todo o sucesso que esta colecção tem esperava qualquer coisa que me deixasse viciada e não frustrada. A história, no fundo, não traz nada de novo e é mais uma ideia muito mal aproveitada/escrita, sendo que a única coisa que safa a obra é o facto de ser simples e fácil de ler. 
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